sábado, 12 de março de 2011

Fantasmas da imaginação

Quando pensamos na figura da Bruxa, fechamos os olhos e a primeira imagem que vem em nossa mente é uma velha horrenda com nariz pontudo e uma vassoura. De onde vem essa imagem? De fato ela retoma várias lendas sobre feiticeiras na Europa, especificamente uma do leste europeu.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAU6ln6KKoSj2qH_sLAtXdbodlK5MWvQfSsvaqVUhmaYmqIHpTdhWjlHdGmeDAe0yoW8wfr5YhdIFAEtMVVUDyeX26uF9VrrcGOFqOGS5v16QcIC2LRRCo1tunwfTnDF2YRNAYaCzpYD0/s400/baba+yaga.jpg 
 Baba Yaga era uma bruxa bem sugestiva: velha, com nariz de gancho, muita magra a ponto de seus ossos serem salientes, olhos chamuscados como carvão em brasa e com cabelos de cardo saindo do seu crânio. Essa aparência repugnante caia como uma luva com seu aspecto sombrio e sua personalidade caótica, cercada de mistérios e incertezas. Uma das suas características principais, e uma das mais assustadoras, era que ela, apesar de ter uma vassoura, voava em um almofariz impulsionado por um pilão! A única utilidade de sua vassoura era a de apagar seus rastros, evitando ser encontrada. Outra característica marcante e bastante peculiar é o fato dela morar em uma casa que tem como base quatro enormes pés de galinha! Esses pés a auxiliavam a viajar pelo mundo afora, se instalando assim em diversas florestas obscuras o bastante para sua figura enigmática. A origem dessas "pernas de galinha" é de fácil dedução: muitos caçadores siberianos mantinham suas casas erguidas em bases de tronco, assim poderiam evitar a invasão de animais perigosos. Alguns pesquisadores também descobriram que algumas dessas casas eram utilizadas como crematório. Vai saber né? A casa de Baba Yaga era conectada com três cavaleiros distintos: o primeiro, branco, cavalgando um cavalo branco, se chamava Dia; o segundo, vermelho, com um cavalo vermelho, se chamava Sol; e por fim o terceiro, negro, também com sua montaria negra, chamado Noite. Fora eles, a casa possuía servos invisíveis. Algumas lendas dizem que para adentrar a casa era necessária uma frase mágica.
Baba Yaga, para ser o mais objetivo possível, era considerada uma deusa perigosa, pois muitas vezes aparecia como uma pessoa cruel, mas outras como uma pessoa boa que veio para auxiliar. Assumindo sua forma má, ela tinha o costume de caçar homens de personalidade ruim. Esses eram levados mortos para sua casa e lá eram revividos por ela para serem devorados! Seus ossos eram utilizados como vedação externa para sua casa e seus dentes eram usados na fechadura da porta. No panteão eslavo era tratada como Deusa da Morte e tinha como lado masculino a criatura Koshchei, O Sem Morte. Baba Yaga não é portadora de uma lenda única, pois aparece em várias histórias, tal como na história Vasilissa, A Bela e em diversas aventuras do príncipe Ivan.

Esbanjando criatividade e bom gosto.......

 Lanço aqui um exemplo de como a capacidade criativa humana me surpreende a cada dia, uhsuoaiusuas, mas poxa, de certo módo devo dar algum crédito, tem uns muito épico ai no meio e alguns que me renderam boas risadas.


O HOMEM QUE VIVE COM OS LOBOS

 É possível que o conteúdo do livro de Shaun Ellis, um britânico que viveu dois anos com lobos, lhe agrade. 
 

Não se trata de uma obra de conteúdo estritamente veterinário, do ponto de vista acadêmico. Trata-se de um britânico que passou quase dois anos vivendo, se alimentando e dormindo com uma família de lobos, sem qualquer contato com humanos, e que ao retornat publica um livro contando sua história (The Man Who Lives with Wolves) .

Diz o autor: 'Com o passar dos dias, semanas, meses, anos, o medo se transformou num saudável respeito pelos lobos'.
 
Em The Man Who Lives With Wolves (“O Homem que Vive com os Lobos”), publicado pela editora Harper Collins, Shaun Ellis narra em parceria com Penny Junor suas experiências com esses animais selvagens. Ellis viveu por quase sete anos com uma tribo americana, no Estado de Idaho, no oeste dos Estados Unidos, para aprender mais sobre os lobos. Durante esse período, aprendeu a observar os animais e a entender como eles se relacionam.

Depois de conseguir se aproximar dos lobos, passou dois anos como membro de uma matilha. São desse período as principais experiências narradas no livro.

Mais tarde, de volta à Inglaterra, ele se estabeleceu no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, onde continua lidando com lobos. Lá, Ellis adotou três filhotes abandonados ao nascerem e assumiu o papel de líder da família.

Dormindo com lobos

Em entrevista ao programa Outlook do Serviço Mundial da BBC, Ellis conta que seu primeiro contato com os lobos foi em um zoológico. Ele trabalhava no local, mas acabou demitido quando descobriram que ele pretendia libertar os animais.

“Nesse animal em que a maioria das pessoas vê um matador selvagem e impiedoso, eu vi um ser compassivo e muito ligado à família. Para mim havia algo além do mito, da lenda. (…) Então, minha missão passou a ser desvendá-lo”, disse à BBC.

Ellis compara a família dos lobos à sua própria. “Fui criado pelos meus pais e também pelos meus avós, assim como os lobos são. Isso parece criar aquele equilíbrio natural, em que os menos experientes ganham experiência e conhecimento por ter um animal mais velho para guiá-los”, disse.

Perguntado sobre como se alimentava enquanto viveu com os lobos, ele revelou que compartilhava da alimentação dos demais membros de sua matilha.

“Eu percebi logo que os lobos se dividem pelo que comem. Cada grupo de animal come uma parte diferente da caça. Os animais alfa, os líderes, iriam sempre comer o coração, o rim e o fígado. (…) Para mim sobrava tórax, pescoço etc.”.
Segundo ele, tudo era consumido cru mesmo. “Depois de passar a maior parte da semana sem comida, acredite, isso pode ser a melhor coisa que você já comeu na vida”, conta Ellis.

O pesquisador admite na entrevista que, nas primeiras duas ou três semanas em meio aos lobos, não conseguiu dormir por medo de que os animais pulassem sobre ele.

“Com o passar dos dias, semanas, meses, anos, o medo se transformou num saudável respeito pelos lobos. Para mim, havia uma linha tênue entre ser aceito e ser expulso do grupo, ou até mesmo ferido ou morto”, conta.
Perigo

O momento mais assustador que enfrentou, segundo ele, foi quando um lobo aparentemente “lhe disse” para não ir ao rio tomar água. “Ele o fez de uma forma muito agressiva, mordendo partes do meu corpo e chegando ao ponto de me derrubar dentro de uma árvore oca”, narra Ellis.

Horas depois, o mesmo lobo lamberia o seu rosto e o conduziria ao rio, onde Ellis encontraria sinais de que um urso gigante havia passado por ali.

“Então, na verdade, aquele lobo havia salvo minha vida”, lembra.

Para ele, a decisão mais difícil de sua vida foi ter de deixar sua família de lobos para trás e voltar à civilização, retomando seu lado humano.

“Levou meses até que eu voltasse a ter qualquer interesse na humanidade”, revela.

Fonte(s):
http://bitscaverna.com.br/cachorroblog/?p=5760